segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para que serve um professor de Biologia?

Poderíamos dizer que o professor de Biologia é o responsável pela transmissão dos conceitos, princípios e métodos que fazem parte da tradição cultural de sua disciplina. Não haveria maiores problemas se estivéssemos ainda imersos numa tradição cultural oral. Mas, neste final de século 20, como as informações já estão nos manuais, nos vídeos, nas revistas e nos computadores o professor de Biologia, como transmissor de conhecimentos, é pouco eficiente, senão inútil.
Como eu não gosto da idéia de ser inútil, vamos tentar de outra forma.
Seria o professor de Biologia o responsável pelo desenvolvimento da capacidade do aluno pensar lógica e criticamente? Esta solução, embora atraente, é falsa, pois professor algum é capaz de desenvolver algo no aluno.
Quem desenvolve algo é o aluno!
Apesar da dificuldade vamos insistir pois, afinal de contas, o professor de Biologia deve servir para alguma coisa.
O que as duas opções que fomos obrigados a recusar apresentam em comum? O que as une é o fato de estarem enfatizando, uma o conhecimento, outra o pensamento e nenhuma o aluno.
Vejamos o que ocorre se invertermos a ênfase.
O professor de Biologia é o responsável pelo aluno.
Agora que confundimos o professor de Biologia do aluno com o pai do aluno, o que devemos fazer? A única forma de sairmos dessa enrascada é diferenciarmos as responsabilidades.
Como não se espera que o professor de Biologia abrigue, agasalhe e alimente o aluno, a única responsabilidade que pode ser compartilhada é a da educação.
Começo a me sentir melhor. Sirvo para alguma coisa.
Sou o responsável pela educação do aluno.
Mas ainda é muito ambíguo. Devo cuidar para que o aluno adquira o hábito de escovar os dentes e de dizer por favor e obrigado?
Na educação do aluno quais as atribuições exclusivas do professor de Biologia? Se, como já vimos, os conhecimentos estão à disposição, quem sabe a função do professor de Biologia não é a de desenvolver a capacidade e a habilidade do aluno trabalhar com eles?
Mas já vimos que não é possível desenvolver nada no aluno. A função do professor de Biologia só pode ser a de criar as condições que facilitem o desenvolvimento da capacidade e habilidade do aluno trabalhar com as informações disponíveis.
Ficou melhor mais ainda não satisfatório.
Onde está a especificidade do professor de Biologia já que o conceito acima
podia se referir ao professor de Física, História, etc.
Sua especificidade reside no seu próprio campo de saber e, evidentemente, na linguagem que usa para descrever a parte da natureza visível para seu olho de Biólogo. Vamos da uma arrumada.
O professor de Biologia é o responsável que se vale do conhecimento que possui dos seres vivos para criar condições que facilitem o desenvolvimento, pelo aluno, das capacidades e habilidades de trabalhar com as informações disponíveis.
Só o conhecimento dos seres vivo será suficiente para a criação de condições de aprendizagem?Claro que não. Por isso as funções de Biólogo e de professor de Biologia são diferentes.
Acho que agora terminaremos.
O professor de Biologia é o responsável que se vale do conhecimento que possui dos seres vivos e do processo de ensino-aprendizagem para criar condições que facilitem o aluno a desenvolver as capacidades e habilidades de trabalhar com as informações disponíveis.
Mas assim é injusto. Só o aluno de desenvolve.
Mais uma tentativa.
O professor de Biologia é o responsável que se aprimorando nos conhecimentos que possui dos seres vivos e do processo de ensino - aprendizagem cria condições que facilitam o aluno a desenvolver as capacidades e habilidades de trabalhar com as informações disponíveis.
Bem mais justo, mas ainda restam dúvidas.
O que significa trabalhar com as informações? E trabalhar com as informações para que?
A primeira questão é facilmente respondida.
Trabalhar com as informações significa saber buscá-las, compreendê-las, aplicá-las, analisá-las, sintetizá-las e avaliá-las. A segunda resposta não pode ser dada consultando-se apenas o velho Bloom!
Agora o professor de Biologia precisa olhar o mundo com seu outro olho, o olho de ser social.
A individualidade do professor de Biologia, do aluno e do pai do aluno deve ser abandonada.
Em que contexto estes agentes sociais se encontram?
Esta estrutura social apresenta um grau de equanimidade que permita tolerar as diferenças sociais que existem?
Ou ela é insuportavelmente injusta em relação aos padrões mínimos da dignidade humana?
"Há Saúde e Educação igual para todos"?
Os que mendigam pelas ruas são a resposta!
Aí está o para que. O aluno deve desenvolver sua capacidade e habilidade de trabalhar com os conhecimentos para contribuir, à sua maneira, na modificação deste quadro social.
Porém, só o fará, se tiver tido as oportunidades para desenvolver as atitudes que o transforma de criança egocêntrica num adulto solidário.
Para que serve um professor de Biologia?
O professor de Biologia é o político que se aprimorando no conhecimento que possui dos seres vivos e do processo de ensino-aprendizagem cria condições que facilitam o desenvolvimento de capacidade, habilidades e atitudes que levem o aluno ao exercício da cidadania. Rodrigo Travtizki
Postado por Taciana Guedes

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

VENTOSA SENSACIONAL

À primeira vista , a ventosa de um polvo se assemelha à de uma flecha de brinquedo ou à que fixa um GPS no parabrisa. Na verdade, porém, é um órgão notavelmente sofisticado, que pode não só prender objetos com diferentes intensidades, mas também manejá-los graças a grupos de músculos especializados.
A ventosa tem duas câmaras: o infundíbulo externo e o acetábulo interno. Quando ela adere a algo- um apetitoso mexilhão, por exemplo-, os músculos do infundíbulo modificam sua borda para moldá-la à superfície da concha, formando um lacre. Os músculos do acetábulo então se contraem, produzindo intensa pressão negativa no interior cheio de água da ventosa. O diferencial entre a pressão interna e a externa gera sucção. Quanto mais intensa a contração dos músculos extrínsecos permitem que a borda da ventosa gire o objeto num círculo completo, em ângulo raso ou agudo em relação ao braço, sem romper o lacre ou reduzir o diferencial de pressão.
Além de sua complexa musculatura, a ventosa do polvo tem elaborada rede neural. Os neurônios especializados concentrados na borda, chamados quimiorreceptores, permitem avaliar o gosto das superfícies tocadas.Juntamente com os mecanorreceptores (que transmitem informações sobre tato e pressão) e os proprioceptores (que informam sobre a atividade muscular), esses quimiorreceptores conectam-se a aglomerados de neurônios chamados glânglios, que, por receberem informações sensoriais e organizarem respostas coerentes, parecem funcionar como um "minicérebro" próprio da ventosa.
Como os gânglios conectam-se uns aos outros por meio de uma rede de gânglios maiores-os gânglios braquiais, localizados ao longo do braço, que controlam sua atividade-, as ventosas vinzinhas podem coordenar seus movimentos para, por exemplo, mover objetos ao longo dos braços. Ainda se desconhecem como as funções neurais são partilhadas entre o cérebro, os braços e os gânglios das ventosas.
EDILMA, ALUNA DE ESTÁGIO

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A transposição do rio São Francisco e os impactos ambientais decorrentes dele

Impactos ambientais possíveis
Existe uma constante busca de equilíbrio entre descarga líquida, erosão, transporte e deposição de sedimentos.
Conforme Vieira (ibidem) as atividades humanas desenvolvidas no trecho de um rio podem alterar, de diferentes formas e intensidade, a dinâmica desse equilíbrio, com a construção de reservatórios e canalizações, substituição de mata ciliar por terras cultivadas, urbanização e exploração de alúvios, modificando o comportamento da descarga e da carga sólida do rio.
As políticas públicas de desenvolvimento regional adotadas e a opção por um modelo de desenvolvimento que prioriza o uso das águas do rio para irrigação e geração de energia, em detrimento dos demais usos, através da implantação de grandes projetos hidrelétricos, têm provocado profundas alterações na bacia do rio São Francisco, rompendo o equilíbrio dinâmico natural do sistema fluvial.
Logo é mister pelos estudos de Oliveira (2007) e muitos outros que possíveis projetos como o da transposição das águas do Rio São Francisco podem provocar muitos impactos ambientais que gerariam prejuízos sociais, econômicos, ambientais a nível estadual e nacional. Ou seja, entre os muitos impactos ambientais que este projeto pode causar está a escassez de peixes, onde processos como este pode provocar alteração na reprodução dos peixes, causando sua escassez.
Escassez pode surgir ainda no fornecimento de água, se o projeto de alguma forma falhar, logo alguns estados e cidades passarão a sentir a falta da água.
Entre os impactos sociais, econômicos e até culturais, estão todos os reflexos que a falta de água e de fonte de alimentação e fonte econômica que são os peixes podem causar, ou seja, faltando água e peixe, faltarão qualidade de vida para os que desta água e peixe, precisam, abalando naturalmente a economia e a vida social e cultural dos locais afetados.
Conforme Oliveira (2007) outro impacto negativo possível da transposição das águas do rio São Francisco é o assoreamento causando problemas para a navegação, devido ao baixo nível das águas.
 Acesse o link e veja todo o artigo: http://amanatureza.com/conteudo/artigos/a-transposicao-do-rio-sao-francisco-e-os-impactos-ambientais-decorrentes-dele
                   
                    Aila Nogueira, aluna de ecologia.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Os ciclos viciosos da Amazônia: estiagem e queimadas na floresta estufa

Os ciclos viciosos da Amazônia: estiagem e queimadas na floresta estufa.
A combinação entre as mudanças climáticas e o desmatamento pode criar um ciclo vicioso capaz de transformar gravemente quase 60% da floresta Amazônica até 2030. É o que demonstra o novo relatório da Rede WWF intitulado Os ciclos viciosos da Amazônia: estiagem e queimadas na floresta estufa, ainda em inglês. O estudo, lançado dia 06 de dezembro de 2007, durante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Bali, revela as conseqüências dramáticas para o clima global e local bem como o impacto na vida das pessoas que moram na região Amazônica.

O desmatamento na Amazônia pode ser responsável pela emissão de 55,5 a 96,9 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2) de 2007 até 2030, ou seja, o equivalente a dois anos da emissão mundial de gases do efeito estufa. Além disso, se uma parte tão considerável da Amazônia for destruída desaparece também uma das mais importantes chaves para a estabilização do sistema climático mundial.

Download

          Aila Nogueira, aluna de ecologia.
Uma super bactéria!!!
IVANEIDE, ALUNA DE ESTAGIO SPERVISIONADO III DO ENSINO MEDIO

Mude essa historia...Hora de Agir!!


Lucilane, aluna de Ecologia.