segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Desfazendo os mitos sobre distúrbios de atenção

Não restam mais dúvidas de que a DDAH é real: exames deixam claro sua relação com a baixa atividade em determinadas regiões do cérebro 

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade atinge entre 3% e 5% das crianças e pode acompanhar os portadores até a vida adulta (Jupiterimages)
Estudos de imagens cerebrais em pessoas com déficit de atenção mostraram um padrão consistente de atividade abaixo do normal nos lóbulos frontais
Embora pesquisas recentes tenham identificado fatores ambientais que podem elevar a probabilidade de desenvolvimento da doença, estima-se que seu componente genético seja mais forte
Até 2002, um grupo internacional de respeitados neurocientistas achava necessário publicar um relato argumentando intensamente que o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) era uma doença real. Em face de evidências científicas “devastadoras”, eles reclamavam, o TDAH era comumente retratado pela mídia como "um mito, uma fraude ou uma condição benigna" – uma consequência de professores rígidos demais, talvez, ou do excesso de televisão.
Nos últimos anos, tem sido mais raro ouvir alguma dúvida de que o problema realmente existe, e as evidências explicando sua rede neural e sua genética vêm se tornando mais convincentes e complexas.
Mesmo assim, ultimamente foram publicados alguns artigos e ensaios que usam a atenção (ou a falta de) como um indicador e uma metáfora de algo mais amplo na sociedade: as distrações eletrônicas, o conceito de multitarefa, a ideia de que a natureza da concentração pode estar mudando, de que as pessoas se sentem sobrecarregadas, distraídas, irritáveis.
Mas o TDAH não é uma metáfora. A doença não é a inquietude e a indisciplina que acontecem quando os alunos ginasiais são privados de intervalos, ou a distração dos adolescentes na era do smartphone. Ela também não é a razão pela qual seus colegas baixam e-mails durante reuniões e até mesmo em meio a conversas.
"A atenção é uma fenômeno cognitivo realmente complexo, com muitas peças dentro dela", afirma o Dr. David K. Urion, de Harvard, que dirige o programa de deficiências e neurologia comportamental no Hospital Infantil de Boston. "Quando falando de crianças com déficit de atenção, o problema reside na atenção seletiva quando comparado a seus pares em idade e sexo – o que você absorve e o que você ignora?"
Além disso, o distúrbio ocorre ao longo de um amplo espectro, de leve a extremo. Meninos são mais propensos a serem hiperativos e impulsivos, meninas a serem desatentas (um motivo para muitas meninas não serem oficialmente diagnosticadas é que aquelas com o jeito desatento podem ser bem comportadas na escola, mas ainda assim, incapazes de se concentrar).
Padrão consistente — “Ainda há muito que não sabemos”, disse Bruce F. Pennington, professor de psicologia na Universidade de Denver e especialista na genética e na neuropsicologia dos distúrbios de atenção. "Mas sabemos o bastante para dizer que se trata de um problema baseado no cérebro, e temos alguma ideia sobre quais circuitos e genes estão envolvidos".
Estudos de imagens cerebrais em pessoas com déficit de atenção mostraram um padrão consistente de atividade abaixo do normal nos lóbulos frontais, onde fica a chamada função executora. E cientistas estão focando nos caminhos para a dopamina e neurotransmissores similares ativos nos circuitos que passam informações de entrada e saída aos lóbulos frontais.
Níveis de atividade em circuitos específicos podem ajudar a explicar o aparente paradoxo de usar estimulantes, como o Ritalina, para tratar crianças que já parecem superestimuladas. Em muitas crianças com TDAH, esses medicamentos podem ajudar os circuitos a funcionar mais normalmente. "Se você tem déficit de dopamina, é mais difícil se concentrar em comportamentos orientados por objetivos", explicou Pennington. "Os psicoestimulantes alteram a disponibilidade de dopamina nesses mesmos circuitos".
Fator genético — Embora pesquisas recentes tenham identificado fatores ambientais que podem elevar a probabilidade de desenvolvimento da doença, estima-se que seu componente genético seja mais forte. O Dr. Maximilian Muenke, diretor do braço de genética médica no Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, disse que em gêmeos idênticos, se um deles tiver TDAH, a probabilidade de o segundo também ter é de 80 por cento (entre gêmeos não-idênticos, o número cai para 20 a 30 por cento, o mesmo de irmãos no geral).
No mês passado, a equipe de Muenke publicou um artigo identificando um gene, chamado LPHN3, associado tanto à doença quanto a uma reação favorável a estimulantes. Mas ninguém acha que apenas um gene é o responsável; assim como a atenção é um fenômeno complexo, a genética dos déficits de atenção também é.
Remédios personalizados — Muenke é cauteloso ao afirmar se os estudos da genética poderiam, algum dia, desempenhar algum papel no tratamento da doença. Ele falou de eventualmente prever quais crianças responderão a remédios específicos, poupando as famílias da frustração de trocar de medicamentos diversas vezes sem nenhum alívio. Ele pareceu mais otimista ao falar das probabilidades a longo prazo.
"Acredito realmente que, com o tempo, seremos capazes de desenvolver remédios personalizados para uma criança com TDAH", afirmou ele, acrescentando que, quando as causas principais são conhecidas, "essa criança terá um tratamento muito específico, seja ele apenas comportamental ou envolvendo medicação" – e essa medicação será feita sob medida para a criança.
Casos antigos — Talvez ávido por deixar claro que o TDAH é muito mais que uma metáfora para as distrações da vida moderna, os cientistas adoram citar exemplos muito mais antigos que a própria criação do termo.
Urion evocou Sir George Frederick Still, o primeiro professor britânico de medicina pediátrica, que descreveu a síndrome precisamente em 1902, falando de um garoto que era "incapaz de manter sua atenção, até mesmo num jogo, por mais que um período muito curto de tempo" – e que por isso estava "atrasado nas atividades escolares, mesmo parecendo completamente normal em seus modos e conversas".
Muenke citou Der Struwwelpeter (Pedro Descuidado, em tradução livre), livro infantil escrito por Heinrich Hoffmann em 1845 que traz a história de Zappel-Philipp, ou Felipe Inquieto (uma tradução ao inglês foi feita por Mark Twain, o grande cronista dos garotos).
As circunstâncias da vida moderna podem gerar a falsa ideia de que uma cultura repleta de eletrônicos e deveres amontoados cria o distúrbio. "As pessoas pensam que vivemos num mundo que causa TDAH", disse Urion. É claro que ninguém deveria dirigir e trocar mensagens de texto ao mesmo tempo, continuou ele, mas para "um marinheiro portuário que conduz um enorme navio ao porto de Boston, prestar atenção já era uma boa ideia, mesmo naquela época".

Maiara, Aluna de Ecologia

O homem que derrotou a aids

Conheça o hematologista alemão Gero Huetter, responsável pela primeira cura de um paciente com HIV

Nana Queiroz
O médico alemão Gero Huetter, durante entrevista à imprensa no Hospital Charite de Berlim, em 2008, ainda na fase inicial da pesquisa que levou à cura da aids O médico alemão Gero Huetter, durante entrevista à imprensa no Hospital Charite de Berlim, em 2008, ainda na fase inicial da pesquisa que levou à cura da aids (Michael Kapeller/AFP)
"Ele está curado da aids. Não encontramos nenhum sinal de HIV nele. Normalmente, pacientes infectados por muito tempo possuem HIV integrado ao seu genoma. Nem isso encontramos nele."
Gero Huetter, médico alemão responsável por curar um paciente com aids pela primeira vez na história
Em 1995, o executivo americano Timothy Ray Brown contraiu aids. Foi também nesse ano que Gero Huetter, então graduando da Universidade de Berlim, decidiu entrar para o ramo da pesquisa médica. As duas histórias se cruzariam em maio de 2006, quando Brown, que também sofria de um tipo agressivo de leucemia,  abriu a porta do consultório com a placa: “Dr. Gero Huetter, hematologista”.
Brown estava magro, emaciado e com alguns órgãos já severamente comprometidos. Mas Huetter se lembra de notar no paciente, já nesse primeiro encontro, uma energia e um otimismo acima do comum. Optou, então, por submeter Brown a uma terapia que envolvia quimioterapia e transplante de medula. Mas um transplante especial: o doador da medula deveria possuir uma mutação rara, que eliminava de suas células a proteína CCR5, que permite a entrada do HIV nas células de defesa do organismo. Havia uma possibilidade teórica de que o tratamento destinado à leucemia pudesse ter algum impacto sobre a aids. "Eu não esperava muito da experiência", diz Huetter. "Ela nunca havia sido feita antes, nem mesmo em animais."
Neste mês, após dois transplantes de medula e três anos sem qualquer sinal de HIV no organismo de Brown, o médico anunciou o que parecia estar fora do horizonte médico: a cura de um paciente de aids. Embora esse sucesso em particular não signifique a cura da aids em geral, ela mostra que o HIV pode ser derrotado. Em entrevista ao site de VEJA, Huetter, 42 anos, conta detalhes da pesquisa, comenta o estado do paciente e as expectativas de cura para outras vítimas de HIV.
Como você se sente sendo o primeira médico a curar a aids no mundo? É um sentimento agradável. Foi um trabalho duro colocar todas as peças juntas, mas no final foi um sucesso.
O que permite dizer que o paciente está curado da aids? Não encontramos nenhum sinal de HIV nele. Normalmente, pacientes infectados por muito tempo possuem HIV integrado ao seu genoma. Nem isso encontramos nele. Todas as suas células infectadas foram substituídas pelas células do doador.
Como você conheceu Brown? Ele era um paciente meu desde maio de 2006. Estava muito enfraquecido e com uma leucemia muito severa. Naquele momento, sem tratamento, esperava-se que ele vivesse apenas alguns meses. Com um tratamento convencional, sem transplante, tinha uma chance de 10 a 15% de remissão por um período curto, até a leucemia voltar. A única esperança real de vida para ele era um transplante de medula. Ele era jovem, tinha uns 40 anos na época, então tinha o melhor prognóstico para esse procedimento. Decidimos, então, que o melhor para ele, seria escolher um doador com a mutação do CCR5. A CCR5 é a proteína que permite a entrada do HIV nas células de defesa do nosso organismo. Sem ela, o vírus fica impossibilitado de nos infectar. Cerca de 1% da população mundial possui uma mutação que elimina o CCR5 das células.
Será possível replicar o tratamento em outras pessoas com HIV? Depois de publicar um artigo científico com nossos primeiros resultados, em 2008, recebemos consultas de pacientes de todo o mundo, que sofrem de leucemia e HIV. Para oito deles, fizemos uma busca de doadores compatíveis. Alguns tinham apenas dois doadores, então a probabilidade de encontrar a mutação era muito baixa. Outros morreram antes de o transplante ser feito. E o paciente mais promissor, uma criança, com mais de 100 possíveis doadores, não pode ser curada por esse método porque nenhum deles tinha essa mutação. Algumas vezes as estatísticas falham com você. Agora estamos esperando outros contatos, de outras instituições e hospitais. Qualquer um que se encaixe nessas condições - ser soropositivo e vítima de leucemia - pode falar comigo e eu providenciarei a busca de doadores.
Essa pesquisa pode evoluir para uma cura geral? Sim. Mesmo antes que eu fizesse esse transplante, alguns pesquisadores estudavam a possibilidade de uma terapia genética ou uma medicação para o HIV que bloqueasse essa proteína, imitando a mutação. Agora existe investimento e interesse suficiente nessa linha de pesquisa, e pode ser que ela traga resultado.
Você esperava curar a aids ou foi um feliz acidente? Uma mistura dos dois, na verdade. Eu nunca tinha tentado nenhuma pesquisa com HIV antes disso. Sou um hematologista e trato pacientes com câncer, mas surgiu para mim esse paciente que tinha leucemia e HIV. Foi o momento em que comecei a pensar nessa abordagem. Sabia que havia uma pequena chance de curar a aids, mas não esperava muito da experiência, já que nunca havia sido tentada antes, nem mesmo em animais. Não tínhamos nada a que nos apegar.
Como foi o tratamento? Durante as primeiras sessões de quimioterapia, tivemos muitos problemas, incluindo falha de alguns órgãos. A leucemia é muito agressiva e diversos pacientes morrem nas primeiras três ou quatro semanas de tratamento. Não bastasse isso, Brown era soropositivo, com todos os riscos e problemas que isso acarreta.
Ele sofreu com algum efeito colateral? Sim. No segundo transplante, tivemos uma série de complicações. Ele ainda sofre com elas, especialmente as consequências cerebrais. Ele tem dificuldades de lembrar coisas que acabaram de acontecer. Não acontecimentos de cinco anos ou cinco meses atrás, mas de cinco minutos. Como “onde eu estava indo?” ou “onde deixei minhas chaves?”.
Ele voltará a ter uma vida normal? Sim, uma vida bem normal. Não tem mais restrições. Ele mudou-se para São Francisco, não sabe se em definitivo. Ainda não está trabalhando, mas esperamos que vá se livrar de boa parte dos efeitos colaterais nos próximos anos e voltar à sua rotina. Provavelmente, não fazendo exatamente as mesmas coisas que fazia antes, mas ele encontrará um jeito de trabalhar.

Maiara, Aluna de Ecologia

Amêndoas previnem diabetes e problemas cardíacos

Alimento aumenta sensibilidade à insulina e reduz o mau colesterol, diz estudo

amêndoas 
“Uma mudança de dieta é promissora para aqueles que têm riscos de desenvolver diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares"
Michelle Wien, líder do estudo
Item praticamente obrigatório no cardápio das festas de final de ano, a amêndoa tem propriedades que protegem o corpo contra o diabetes tipo 2 e as doenças cardíacas. É o que mostra um estudo americano publicado na última edição do periódico especializado Journal of the American College of Nutrition.
Pesquisadores da Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey tornaram rica em amêndoas a dieta de 65 voluntários, todos adultos e em estado pré-diabético, ou seja, com nível de glicose maior do que o normal e, portanto, com maior risco de desenvolver a doença.
Após a mudança no cardápio, os médicos verificaram nos pacientes um aumento da sensibilidade à insulina, o que melhora o processamento de açúcares pelo corpo. A insulina é o hormônio responsável pela quebra dos açúcares no sangue, deficiente nos organismos dos diabéticos. Os voluntários apresentaram também uma significativa redução dos níveis de LDL, o chamado mau colesterol, no sangue.
Estima-se que existam dez milhões de diabéticos no Brasil. O diabetes tipo 2 responde por 90% a 95% dos casos da doença no mundo. Vítimas dessa doença têm falhas na produção de insulina ou menor capacidade de usar o hormônio para quebrar a glicose e a gordura, transformando-as em energia. Soltas no organismo, glicose e gorduras danificam os órgãos.
“Uma mudança de dieta é promissora para aqueles que têm riscos de desenvolver diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Ela pode ter influência essencial no desenvolvimento da doença”, declarou a líder do estudo, Michelle Wien, ao jornal britânico Daily Mail.

Maiara, Aluna de Ecologia

Um carregador de baterias ecológico

O Charger Eco-1600 usa energia solar para recarregar pequenos dispositivos eletrônicos e tem energia para até duas recargas de celular
    No começo foi difícil se acostumar com o Charger Eco-1600, um carregador solar para pequenos eletrônicos. Ele é ideal para quem vai para o mato, onde não há eletricidade. Para captar energia do sol, ele precisa ser esquecido próximo a uma janela com bastante claridade. Passa ali alguns dias. Se há muitas nuvens no céu, suas duas placas solares podem levar até cinco dias para abastecer a bateria interna. A energia do sol se transforma em energia elétrica e pode ser transferida para qualquer dispositivo eletrônico. Junto com o aparelho, há meia dúzia de conectores com plugues diferentes. O carregador tem capacidade suficiente (1.600 miliamperes) para carregar duas vezes a maioria dos eletrônicos pequenos. Testei o Charger Eco-1600 em três celulares de marcas diferentes e em um videogame de mão. Em todos os casos o resultado foi positivo. A energia foi transferida rapidamente. O aparelho é útil para situações de emergência e pode ajudar a manter ligações que seriam interrompidas caso o celular não recebesse uma dose extra de energia. Custa R$ 150.
   Divulgação
  • PONTOS FORTES
    Ele é portátil e útil para situações em que falta energia elétrica

  • PONTO FRACO
    O acabamento do visor digital, que mostra a carga de energia
Maiara, Aluna de Ecologia

Cuidados que devem ser tomados com a alimentação na praia

Nas férias, risco de contrair viroses no litoral aumenta.
Infectologista dá algumas dicas para evitar contaminação.

 
No verão, quem costuma passar as férias na praia precisa tomar alguns cuidados para não sair contaminado por nenhum vírus. As medidas de prevenção de viroses incluem ingestão de água potável apenas de fonte confiável e evitar o banho em praias, lagoas e rios que não estejam liberados pelas autoridades sanitárias.
De acordo com Alberto Chebabo, infectologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, algumas dicas práticas podem evitar a contaminação por vírus: ferver a água por trinta minutos antes de consumi-la; preferir frutas que possam ser descascadas no momento do consumo; evitar consumir bebidas preparadas em locais sem condições de higiene; preferir alimentos industrializados aos lanches, espetos e outros alimentos vendidos na praia; e lavar cuidadosamente as mãos.
Outras orientações também devem ser seguidas em praias e clubes na hora da refeição. É preciso checar a temperatura dos alimentos, o cheiro e o gosto. No caso de frituras (pastéis, churros e porções), o ideal é verificar como são armazenados os ingredientes.
Cuidados com os alimentos
SorveteO ideal são picolés de frutas à base de água, mais leves, hidratantes e menos calóricos
Milho cozidoVerifique a higiene e limpeza do vendedor e do carrinho
RaspadinhaPor ser feita com gelo triturado, deve-se sempre checar a procedência do ingrediente. A água contaminada pode ser uma fonte de micro-organismos
PastéisNormalmente fritam-se todos os alimentos no mesmo óleo e nem sempre este é trocado com a devida frequência
Água de cocoA bebida é um excelente hidratante, rico em vitaminas. Verifique a higiene do carrinho
Caipirinha e cervejaElas podem piorar a desidratação. Alterne o consumo de bebidas alcoólicas com não alcoólicas

Maiara, Aluna de Ecologia







 

Vigilância Sanitária faz fiscalização nas praias do Guarujá

Cidade do litoral sul de SP é a mais atingida por surto de virose.
Em Praia Grande e Mongaguá também foram registrados alguns casos.

Neste sábado (8), a Prefeitura de Guarujá, no litoral sul de São Paulo, intensificou a fiscalização nos carrinhos que vendem lanche e bebidas para evitar novos casos de virose na cidade. Os fiscais têm passado pelas praias, conversado com os ambulantes e multado os que apresentam irregularidades.
Neste período, a cidade recebe muitos turistas. Por isso, a Vigilância Sanitária observa a forma de armazenagem dos alimentos, o gelo usado nas bebidas e se o alvará de funcionamento está valendo.
Virose
Mais de mil pessoas já foram atendidas nos pronto-socorros do Guarujá com os sintomas desde domingo (2). Já se sabe que a virose está ligada ao consumo de água e à alimentação, mas o tipo de vírus ainda não foi identificado.
Em janeiro de 2010, Guarujá enfrentou um surto de virose. Mais de 1.700 pessoas tiveram a doença em apenas um mês. Na época foi feito um levantamento para saber de onde veio o vírus, mas a resposta não foi encontrada.
  Litoral norte
No litoral norte, a situação ainda é tranquila. Em Ubatuba, são registrados 20 casos por dia de vômitos e diarreia, a metade do que foi levantado ano passado, um número considerado normal pela Secretaria Municipal de Saúde.
Também não há surto registrado nas outras quatro cidades do litoral norte: Ubatuba, Ilhabela, Caraguatatuba e São Sebastião.



Maiara, Aluna de Ecologia