sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Brasil inaugura supercomputador para pesquisa do clima

Já está funcionando o novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo. Batizado de Tupã, o equipamento amplia em 50 vezes a capacidade do País no processamento de estudos climáticos, colocando o Brasil em destaque no cenário internacional. Instalado em Cachoeira Paulista, a 206 quilômetros de São Paulo, o supercomputador permitirá que setores como transporte e agricultura possam trabalhar com planejamento, uma vez que o sistema atual não tem tanta precisão em relação a fenômenos extremos, como chuvas intensas, secas e geadas. Com modelos de processamento que permitem a simulação aprofundada, o Tupã vai garantir aos pesquisadores respostas mais confiáveis e precisas. Segundo Gilvan Sampaio, pesquisador do Inpe, o novo sistema terá aplicação regional e atenderá toda a América do Sul, já que os centros de pesquisas climáticas do exterior não oferecem esse serviço. Para Carlos Henrique Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Tupã é o olhar global do ponto de vista dos brasileiros. O supercomputador será útil em pesquisas sobre atmosfera, oceanos, superfície terrestre e química da atmosfera. Será possível analisar, por exemplo, a temperatura da superfície do mar e a espessura do gelo na Antártida, explica Sampaio. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: Agência Estado.

Bruna Mikaelly, aluna de Ecologia e Estágio Supervisionado.

"A coisa tá feia!!!"

Se a situação se encontra assim para eles, imaginemos pois como está pra nós, colegas íntimos da "Senhora Linha do Equador"

Bruna Mikaelly, aluna de Ecologia

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Acessório e aplicativo para iPhone medem a pressão arterial.

Aplicativo cria gráfico para analisar exames feitos anteriormente. CES 2011, em Las Vegas, apresenta tendências na área de tecnologia.

 

  O grande número de aplicativos usados para fazer exames foi escolhido entre as tendências da CES 2011 por analistas, segundo publicou o Financial Times.
  A empresa Withings apresentou durante o evento para a imprensa em Las Vegas um aplicativo para iPhone que mede a pressão arterial e a pulsação. Para fazer a medição, uma braçadeira deve ser conectada ao cabo de um iPhone, iPad ou iPod Touch. Ela é inflada no momento em que o usuário pressiona um botão do aplicativo.
  Os resultados do exame são registrados em um gráfico que mostra, inclusive, as leituras anteriores. O aparelho está disponível no site da Withings por US$ 130.

 

Lucilane, aluna de Ecologia.

Cientistas chilenos desenvolvem vacina contra alcoolismo.

Imunização utiliza mutação genética presente em 20% dos asiáticos. Rejeição forte faz com que as pessoas evitem o consumo da bebida.

 

  Cientistas chilenos trabalham no desenvolvimento da primeira vacina contra o alcoolismo, baseada em uma mutação genética presente em 20% da população asiática. São pessoas que, de forma natural, sofrem consequências severas após o consumo de álcool, o que inibe o vício, segundo o médico coordenador do projeto.
  Estas populações não têm um gene que produz a enzima aldeído desidrogenase, que metaboliza o álcool no organismo. Sem essa enzima, ao beber "ocorre uma reação tão forte que as pessoas não tomam o álcool", explicou o médico da Universidade do Chile, Juan Asenjo, chefe dos pesquisadores, à rádio Cooperativa.
A vacina, portanto, aumentaria os enjoos, a sensação de náusea e a vasodilatação nos viciados. "Com a vacina, a vontade de beber será muito pequena devido às reações que terá", disse o médico.
O princípio já foi testado com sucesso em ratos alcoólatras, nos quais o consumo do álcool diminuiu em 50%. "A ideia é que nos seres humanos o consumo de álcool diminua entre 90 e 95%", acrescentou.
  A vacina consiste em induzir a mutação nas células do fígado através de um vírus que transmite esta informação genética. Atua sob o mesmo princípio sobre o qual são elaborados os parches e remédios utilizados para controlar o vício em álcool, mas sua eficácia seria maior porque, diferentemente das fórmulas anteriores, não depende da vontade imediata do paciente e tem menos efeitos colaterais.
  "A vacina é específica para as células do fígado. Os emplastros afetam todas as células e têm muitos efeitos colaterais", explicou Asenjo.
Após demonstrar seu princípio ativo, os cientistas trabalham agora para cultivar as células necessárias para produzir o vírus em reatores e em grandes quantidades. Depois vem a fase de otimizar a produção, purificar o vírus e a aprovação por parte de diferentes comitês de ética e institutos de saúde pública.
"Durante este ano será feita a produção em grande escala e depois serão realizados testes em animais para determinar a dose. Posteriormente, em 2012, serão realizados testes clínicos de fase 1 em humanos", explicou Asenjo.
  Se os resultados em humanos forem bem-sucedidos, bastaria que o paciente tomasse a vacina uma vez por mês para começar a sentir os sintomas por um período prolongado, o que desestimularia o vício.
  O alcoolismo é o principal fator de risco de doenças entre os chilenos e gera acidentes de trânsito, cirrose e depressões, que são as principais causas de morte no Chile, segundo um estudo oficial divulgado em setembro de 2008.


Lucilane, aluna de Ecologia.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Itália decide banir sacolas plásticas a partir de janeiro de 2011

Desde o dia 1º de janeiro de 2011 está proibida a distribuição de sacolas plásticas em toda a Itália. A decisão irá evitar que 20 bilhões de sacos de polietileno circulem todos os anos no país – um dos que mais consome o material na Europa.
Para alguns vendedores, a mudança trará o caos para as lojas, que deverão substituir a embalagem tradicional por versões de outros materiais, como plástico biodegradável, tecido ou papel.

Para outros, a mudança será positiva. Tanto que muitos estabelecimentos já se prepararavam para o dia 1º de janeiro. Os consumidores também demonstraram apoio à medida. Um estudo realizado no último mês revelou que 73% dos italianos aceitariam utilizar alternativas aos sacos de plástico caso a lei entrasse em vigor.
De acordo com o grupo ambientalista italiano Legambiente, apesar de representar apenas 7% da população europeia, os italianos consomem um quinto de todas as sacolas plásticas do continente – mais de 330 por habitante.
Para eles, a mudança será benéfica, já que o material de polietileno utiliza muito petróleo para ser fabricado, leva muito tempo para se decompor, além de entupir os sistemas de esgoto e ameaçar a vida de animais selvagens.
Outras iniciativas
Antes que a medida se tornasse lei nacional, 200 municípios italianos já haviam proibido a distribuição de sacos plásticos, como as cidades de Turin e Veneza. Muitas cadeias de supermercado já utilizam sacolas biodegradáveis em suas lojas, destacou o Legambiente.
Outros países europeus também adotaram medida para reduzir o consumo das sacolas. A Irlanda, por exemplo, impôs uma taxa de € 0,15 centavos por sacola, cortando o uso em 90% em uma semana.
Para o chefe científico do Legambiente, Stefano Ciafani, a mudança para sacolas biodegradáveis é “uma revolução que já está acontecendo”.

http://www.eco4planet.com/ - por Elvis Alves

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010, um ano de recorde climáticos

Gustavo Faleiros   

O ano de 2010 deve entrar na história com uma série de recordes. A começar pelo mais significativo:dados da NASA, divulgados por seu Instituto Goddard, indicam que este pode ser o ano mais quente da História (considerando o registro de temperaturas dos últimos 130 anos). Isso ficou claro quando17 países registraram temperaturas recorde em 2010. Já a Organização Mundial de Meteorologia (WMO) anunciou oficialmente em Cancun, durante a 16a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que, segundo seus dados, 2010 estará com certeza entre os três anos mais quentes já registrados.

Embora os dados indiquem que o aquecimento global esteja mesmo ocorrendo ainda é incerto qual sua participação nos eventos extremos neste ano. Climatologistas lembram que 2010 também foi o ano em ocorreu o fenômeno La Ninã, onde existe um esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico. O fato é que tanto nos meses de verão quanto do inverno, em ambos os hemisférios do planeta, uma série de eventos extremos foi presenciado pelos satélites de observação da terra. A coleção de  imagens trazidas aqui foi obtida com exclusividade pelo ((o))eco por cortesia do programa Global Observatory da Agência Espacial Europeia e da AEA.

Um pedaço de gelo do tamanho da ilha de Manhatan se desprende de um glaciar na Groelândia. Registrado feito mês de agosto pelo satélite Envisat-ASAR (ESA). Em 2010, a extensão mínima do gelo no Ártico foi atingida no dia 19 de setembro, e foi a terceira menor já registrada na História.



Imagem feita no dia 29 de julho de 2010 mostra as queimadas florestais ao redor da cidade de Moscou, capital da Rússia. Este foi o verão mais quente já registrado no país. Os termômetros chegaram à marca de 38,2 C, 7,6 C acima da média. Estima-se que 11 mil pessoas acima da média tenha morrido neste período em decorrência da onda de calor e problemas respiratórios. (Imagem Envisat -ESA)


Mais um recorde: as maiores enchentes da História do Paquistão ocorreram entre os dia 26 e 29 de julho deste ano. Durante 4 dias ininterruptos, 300 mm de chuva caíram sobre a região norte do país. Cerca de 1500 pessoas morreram, 20 milhões ficaram desabrigados. Esta imagem feita entre os dias 18 de julho e 10 de agosto com sensor MODIS, da NASA, mostra em azul, as áreas alagadas. (fonte Global Observatory -ESA)


No Brasil, embora muitos tenha dito que as queimadas foram recorde, a verdade é que elas foram apenas as maiores dos últimos 3 anos. No entanto, segundo dados do INPE, soubesse que o nível de poluentes na região amazônica atingiu pico graças a concentração de partículas de queimadas trazidas do Centro Oeste por correntes de ar. Nesta imagem, registrada pelo satélite uk-DMC no dia 11 de agosto de 2010, vemos uma área de 7200 hectares queimada no norte do Mato Grosso.

Lívia Guedes - aluna de Ecologia

QUEIMADAS: A Temperatura do Ar e do Solo


Um dos efeitos mais imediatos de uma queimada é a elevação da temperatura local, seja do ar, seja do solo. Os poucos dados de que dispomos mostram que a temperatura do ar na chama pode atingir 800ºC ou mais. Todavia, esta elevação é de curta duração; o fogo passa rapidamente. No solo a elevação é também momentânea, porém bem menos intensa. Dentro do solo, a 1, 2, 5 cm de profundidade, a temperatura pode elevar-se apenas em alguns poucos graus. Uma pequena camada de terra é suficiente para isolar termicamente todos os sistemas subterrâneos que se encontram sob ela, fazendo com que mal percebam o fogaréu que lhes passa por cima. Graças a isto, estas estruturas conseguem sobreviver e rebrotar poucos dias depois, como se nada houvesse acontecido. Estes órgãos subterrâneos perenes funcionam, assim, como órgãos de resistência ao fogo.
A Transferência de Nutrientes
Outro efeito do fogo, de grande importância ecológica para os Cerrados, é a aceleração da remineralização da biomassa e a transferência dos nutrientes minerais nela existentes para a superfície do solo, sob a forma de cinzas. Desta forma, nutrientes que estavam imobilizados na palha seca e morta, inúteis portanto, são devolvidos rapidamente ao solo e colocados à disposição das raízes. Existem hoje indicações de que estes nutrientes, uma vez na superfície do solo, não são profundamente lixiviados pela água das chuvas, mas, ao contrário, seriam rápida e avidamente reabsorvidos pelos sistemas radiculares mais superficiais, principalmente do estrato herbáceo. De certa forma, o fogo transferiria nutrientes do estrato lenhoso para o herbáceo, beneficiando a este último.
Todavia, durante uma queimada nem todos os nutrientes vão obrigatoriamente para a superfície do solo, sob a forma de cinzas. Grande parte deles é perdida para a atmosfera como fumaça. Cerca de 95% do N presente na fitomassa combustível volatilizam-se, retornando à atmosfera como gás. A metade dos outros nutrientes, como fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxôfre entra em suspensão no ar sob a forma de micropartículas de cinza, constituindo a parte visível da fumaça. Assim, a grande perda de nutrientes provocada pelo fogo reside nesta forma de transferência para a atmosfera e não na lixiviação dentro do solo, como se imaginava. A névoa seca que escurece os céus do Brasil Central na época das queimadas (julho, agosto) é uma demonstração visível dessa enorme perda de nutrientes. Numa estimativa grosseira, poderíamos dizer que o Parque Nacional das Emas, com seus 131.832 ha de Cerrado, queimados integralmente no ano de 1994, perdeu para a atmosfera algo em torno de 3.000 T de nitrogênio, 220 T de fósforo, 1.000 T de potássio, 1.800 T de cálcio, 400 T de magnésio, 450 T de enxôfre, totalizando cerca de 6.800 T de nutrientes minerais sob forma elementar.
Felizmente, estes nutrientes em suspensão na atmosfera acabam por retornar ao solo, seja por gravidade, seja por arraste pelas gotas de chuva. Um balanço feito em cerrados de Pirassununga, entre o que saía e o que retornava anualmente, permitiu-nos avaliar que, se as queimadas fossem feitas em intervalos de 3 anos, o "pool" de nutrientes no ecossistema local praticamente não sofreria prejuízos.
O Distrito Federal contabilizou, de 1º de janeiro até 24 de agosto, 3,422 mil incêndios florestais e queimadas na região. Pensando na prevenção desses incêndios, a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF) garantiu a realização do I Encontro dos Agricultores do Distrito Federal sobre Queimada Controlada e Incêndios Florestais, que acontece no dia 30 de agosto, no Colégio Agrícola de Brasília, em Planaltina.
O evento pretende despertar a comunidade rural para o problema das queimadas, que são vistas, pelos agricultores, como uma prática alternativa e barata para a limpeza e renovação de pastagens.
“Vamos instruir os agricultores quanto à queimada controlada, na adoção de práticas alternativas ao uso do fogo na agricultura. Também vamos divulgar medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais”, disse a coordenadora do encontro, Alba Evangelista Ramos.
Segundo Alba, a realização do evento, organizado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do DF (SEAPA), vai trazer novos conhecimentos e tecnologias alternativas ao uso do fogo na área rural.
“O uso desses conhecimentos trará, a médio e longo prazos, benefícios ao meio ambiente, pela redução dos processos erosivos e perda de solo e do lançamento de fuligem no ar, melhorando a qualidade do ar da população na região”, afirma a coordenadora do evento.
Dados da UNESCO para o DF mostram que 42,32% do seu território são ocupados por áreas rurais, que a cada estação de seca (seis meses por ano) passa por momentos críticos, por causa de constantes incêndios e queimadas. Os resultados dessas práticas contribuem bastante para as mudanças climáticas, prejudicando, também, a saúde humana
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João Victor-aluno de Ecologia