segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pessoas que transmitiram o HIV podem ser identificadas por testes de DNA

Estudos de biologia evolutiva permitem rastrear cadeia de infecção por HIV
 


Por Katherine Harmon

Estudos de DNA vêm sendo utilizados para vincular suspeitos a cenas dos crimes e até mesmo para identificar pessoas que tenham infectado outras com vírus do HIV.

Um estudo recente, publicado em novembro no Proceedings of National Academy of Sciences, explica como uma abordagem filogenética pode mostrar a evolução viral em diferentes pessoas, permitindo descobrir quem transmitiu o vírus para quem.

"Esse é o primeiro estudo de caso para estabelecer a direção da transmissão do vírus HIV", explica Mike Metzker, pesquisador da Baylor College of Medicine e co-autor do estudo.

“A análise do HIV não é tão simples quanto o estudo de DNA usado para identificar uma amostra de sangue ou de cabelo de uma determinada pessoa. A dificuldade se deve às altas taxas de mutações genéticas sofridas pelo vírus”, complementa Metzker. Para resolver isso, os pesquisadores estudaram o caminho reverso da mutação viral. Depois de realizar uma análise filogenética das amostras em um teste cego ( quando os pesquisadores não têm informações sobre as amostras), Metzger e seus colegas foram capazes de determinar a pessoa mais provável de ter contaminado outros.                                    Lucilane, aluna de Ecologia.                                 
 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Equipe da Nasa explica pesquisa sobre bactéria composta por arsênio

Coletiva de imprensa reúne pesquisadores e a responsável pelo estudo.
Elemento químico substitui o papel do fósforo no organismo.

A agência espacial norte-americana (Nasa) fez uma coletiva de imprensa no final da tarde desta quinta-feira (2) para explicar a importância da descoberta da astrobióloga Felisa Wolfe-Simon, da Universidade do Arizona, sobre uma bactéria que contém arsênio em sua composição. O elemento químico, consirado tóxico em humanos, substitui o fósforo nesse organismo, algo inédito na ciência até o momento.
O estudo está presente na edição desta semana da revista "Science", feita pela Sociedade Americana para Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês). A expectativa gerada pela possibilidade de o trabalho abrir novas possibilidades para a existência de vida, dentro e fora da Terra.
Segundo Felisa Wolfe-Simon, a presença de arsênio está restrita a uma parte das bactérias do tipo GFAJ-1 da família Halomonadaceae. "Nós medimos as taxas de arsênio dentro das células e descobrimos que o elemento estava associado a um gene no DNA do organismo", disse a cientista. "Nós conseguimos notar experimentalmente que esses organismos podem existir."
Para Steven Benner, especialista em evolução molecular, a descoberta ainda é única e precisa ser confrontada com todas as pesquisas anteriores que apontam para a presença de seis elementos como básicos para a vida: carbono (C), hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), fósforo (P) e enxofre (S). "Esta é uma exceção", disse o químico.
Já Pamela Conrad, do Instituto Goddard, ligado à Nasa, acredita que a descoberta tem relevância por abrir novas possibilidades de pesquisa. "Se você consegue substituir um elemento básico, as funções expressadas por eles precisam também mudar", afirmou a cientista. "Nós ainda não sabemos tudo o que é necessário sobre como a vida pode se desenvolver."
Arsênio bactéria 1Imagem mostra bactérias da família 'Halomonadaceae', que são compostas, entre outros elementos, por arsênio, elemento químico considerado tóxico a humanos. (Foto: Science / AAAS).

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/12/cientistas-descobrem-bacteria-que-contem-arsenio-em-sua-formacao.html
                                             
                                               Aila Nogueira, aluna de Ecologia.

Planeta Água!!!

Não importa quem somos, onde estamos e o que fazemos, todos nós dependemos da água. Necessitamos dela todos os dias, de muitas maneiras. Precisamos dela para nos manter saudáveis, para cultivarmos nossos alimentos, para o transporte, a irrigação e a indústria. Precisamos dela para os animais e plantas, para mudar de cores e de estações.
Entretanto, apesar da importância dos recursos hídricos em nossas vidas e para nosso bem estar, eles são cada vez mais desrespeitados por nós. Nós abusamos deles. Nós os desperdiçamos. Nós os poluímos, esquecendo quão essenciais são para nossa própria sobrevivência.

Lívia Guedes-aluna de Ecologia

DESMATAMENTO NO CEARÁ



Além de Acopiara, as cidades de Tauá, Boa Viagem, Crateús, Santa Quitéria, Barro e Saboeiro integram a lista
Acopiara Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que, este município é o campeão no Estado em desmatamento da Caatinga. O Ceará é o segundo que mais desmatou o bioma, entre 2002 e 2008. A informação teve ampla repercussão na região Centro-Sul e dividiu opiniões. Outras cidades integram a lista: Tauá, Boa Viagem, Crateús, Santa Quitéria, Barro e Saboeiro.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente de Acopiara, Luiz Gomes Lucas, três causas contribuem diretamente para que o homem do campo continue desmatando a Caatinga. Razão cultural arraigada para o preparo do solo para o plantio de inverno, ampliação de área de cultura de milho e abertura de campos de pastagem para a criação de gado bovino. "É preciso um esforço coletivo da sociedade e dos governos para reverter esse quadro. Sozinho, o município é impotente", disse.

Apesar de ter conhecimento de estudos anteriores que mostram Acopiara com registro de maiores focos de queimadas na época do verão, Lucas questiona aspectos do monitoramento realizado pelo Ministério do Meio Ambiente. "A tradicional broca e queimada para o preparo de solo é comum a quase todos os municípios do sertão cearense. Por isso fazemos certos questionamentos". Para o secretário, Acopiara tem um desafio pela frente: baixar o índice de desmatamento e queimadas. Lucas admite que ainda há áreas de mata que oferecem matéria-prima para carvão, lenha e estacas. "Outros municípios na região Centro-Sul não aparecem nas estatísticas porque já desmataram quase tudo, nas décadas de 1960 e 1970. Ampliaram as fronteiras agrícolas e pastagem para o gado", completa.

Até o fim deste mês, Acopiara promoverá um seminário para debater a questão do desmatamento. "Vamos trazer técnicos e discutir sobre o manejo adequado, moderno da Caatinga, que preserve o meio ambiente e garanta boa produtividade. A nossa ideia é gerar um DVD educativo e divulgá-lo nas escolas, sindicatos e associações de produtores rurais", conta.

Ainda segundo o estudo do Ministério do Meio Ambiente, Tauá está em segundo lugar no desmatamento do bioma. Entretanto, a superintendente municipal do Meio Ambiente, Dolores Feitosa, estudiosa da questão ambiental, rebate os dados divulgados e esclarece: "Esse desmatamento acentuado refere-se a uma área no distrito de Cococi, no vizinho município de Parambu, na Fazenda Tabuleiro, onde há um projeto para extração de madeira para produção de carvão", esclarece.

Dolores Feitosa nega que em Tauá há queimadas e desmatamento contínuo no decorrer da primeira década de 2000. "É preciso verificar essa pesquisa com mais cuidado", observou. "As queimadas para plantio agrícola são esparsas".

O secretário de Agricultura de Crateús, Carlos Soares, disse que o município tem vários projetos que estão em andamento com o objetivo de reduzir o efeito do desmatamento e afirma que os focos de queimadas e o hábito de broca para o preparo de área de plantio vem reduzindo a cada ano. "No passado, a queima da mata nativa para broca já houve muito, mas agora está reduzida".

Soares atribui também que a retirada de mata nativa para estacas, lenha e produção de carvão ocorre com maior frequência nos municípios vizinhos de Ipaporanga, Ararendá e Ipueiras, nos chamados sopés de serra e margens de rios.

JAMILE, ALUNA DE ECOLOGIA

DESMATAMENTO NO CEARÁ

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cientistas pretendem criar árvores que brilham no escuro


Cientistas pretendem criar árvores que brilham no escuro
Pesquisador lê livro com luz produzida por bactérias modificadas geneticamente. Foto: Divulgação Pesquisador lê livro com luz produzida por bactérias modificadas geneticamente
Foto: Divulgação
 Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, espera que no futuro a noite seja iluminada pelas árvores - e não apenas pelas lâmpadas nos postes. O grupo, formado por estudantes da universidade, diz ter criado ferramentas genéticas que podem transferir facilmente a bioluminescência para um organismo. As informações são do site da revista New Scientist.
Muitas criaturas conseguem brilhar no escuro, de peixes nas profundezas do oceano, aos vagalumes. E foi deste pequeno inseto e da bactéria marinha Vibrio fischeri que os britânicos retiram e modificaram genes responsáveis pela bioluminescência. Os genes foram utilizados para a criação de enzimas que brilham no escuro.
Os genes foram modificados de maneira a poderem ser inseridos em um genoma. Com bactérias Escherichia coli eles conseguiram não apenas brilho, mas diversas cores. Segundo os pesquisadores, um grupo de bactéria com o volume de uma garrafa de vinho gera luz suficiente para se ler um livro e, no futuro, eles pretendem que árvores sejam capazes de receber esses genes. A pesquisa foi apresentada em um evento científico no Instituto de Tecnologia da Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.
As árvores, segundo o grupo, usariam apenas 0,02% da energia adquirida na fotossíntese para gerar luz. Isso significa então que as árvores que brilham no escuro serão uma realidade em breve. Alexandra Daisy Ginsberg, designer e artista que aconselhou o grupo, acredita que não. De acordo com ela, o problema é que a tecnologia de iluminação atual funciona muito bem e seria difícil encontrar alguém disposto a investir nesse tipo de pesquisa. Contudo, ela também diz que a ideia de ter uma "luz viva" em casa pode despertar o interesse de algumas pessoas. "Se você tem que alimentar e cuidar da luz, ela se torna mais preciosa", diz a designer.
Lídia Beatriz.Aluna do 9°semestre